Como ocorrem as Migrações de Aves

 

As migrações são fenômenos voluntários e intencionais com carácter periódico com o objetivo de encontrar alimento e boas condições meteorológicas. Este comportamento não deve ser confundido com as deslocações ocasionais ou com os movimentos dispersantes.

Os fatores que desencadeiam as migrações são pouco conhecidos. Em muitas aves observa-se o aumento das várias hormonas que iniciam o processo pré-migratório onde se pode observar a engorda e o crescimento das gónadas. Essas alterações das concentrações hormonais podem ser induzidas por modificações externas como a variação do número de horas de dia, a escassez de alimentos ou das modificações climatéricas.

Anualmente chegam ao Brasil milhões de aves de várias espécies. São conhecidas atualmente, 164 espécies de aves migratórias no Brasil, das quais 87 são vindas do hemisfério norte, 67 do hemisfério sul e 10 do oeste. Estas realizam migrações das seguintes formas: migrações neárticas (aves provenientes do hemisfério norte); migrações austrais (aves que se deslocam para o norte a partir do hemisfério sul, havendo dentro do continente diversas migrações a partir da parte meridional em direção ao norte); deslocamentos em resposta à sazonalidade de recursos hídricos e tróficos (tais como florações e frutificações), que incluem movimentos regionais, locais ou parciais; deslocamentos nos Andes e nas cadeias de montanhas do sudeste do Brasil, produzindo migrações altitudinais importantes. (Fonte: PORTAL EDUCAÇÃO)

 

Durante as migrações algumas aves orientam-se principalmente através da capacidade extraordinária de reconhecer características topográficas, como rios, árvores ou características do litoral. Noutras espécies a migração, durante o dia, parece ser orientada principalmente pela posição do sol e durante a noite pelo eixo estrelar de rotação. Extraordinariamente ainda existem outras espécies que se orientam principalmente através do campo magnético terrestre (esta capacidade foi comprovada através da desorientação dessas aves quando expostas a campos magnéticos artificiais). Quando as condições climatéricas, ou outras, não são favoráveis as aves podem mudar o modo como se orientam. Sabe-se que as aves juvenis ainda não têm o sentido de orientação muito bom, pelo que não é muito raro observar indivíduos juvenis perdidos, enquanto que os indivíduos mais velhos, mesmo quando recolhidos e soltos em outros locais, conseguem orientar-se, mudar a rota e chegar ao sítio certo. Ainda não se sabe muito sobre a orientação das aves, exemplos como o caso de uma pardela que, nos anos cinquenta, foi deslocada da sua toca numa ilha ao largo do País de Gales para ser libertada a quase 5000 quilómetros do outro lado do Atlântico, perto de Bóston. Em apenas 12 dias regressou para a sua toca, tendo inclusivamente chegado antes da carta que os investigadores tinham enviado para o Reino Unido a avisar da libertação da ave. Para fazer este percurso foi necessário, para além de conhecer o local do seu ninho e a orientação dos pontos cardeais, saber a localização exata onde estão, mesmo que nunca tenham lá estado; esse mecanismo de localização permanece ainda um mistério.

Para as aves conseguirem finalizar as migrações necessitam, para além do sentido de orientação, de várias estratégias como voar apenas de noite aproveitando o dia para se alimentar, ou voar durante o dia para aproveitar as correntes térmicas diminuindo esforço físico ou, acumular reservas de gordura que permite percorrer grandes percursos sem paragens para se alimentar ou, ainda, como os passeriformes, percorrer pequenas distancias diárias, parando frequentemente para se alimentarem. (fonte: Wikipédia)

Piraju está na Rota

das Migrações

do Brasil Central

 

 

O município de Piraju e todo seu entorno foi marcado como área

de concentração de Espécies  segundo o Plano de Ação Nacional

e registros de anilhamento do Sistema Nacional de Anilhamento

(SNA.Net) de aves migratórias da Rota Brasil Central.
Essa rota compreende a foz do Rio Amazonas e Arquipélago 

de Marajó, de onde segue pelos Rios Tocantins e Araguaia, 

passando pelo Brasil Central e atingindo o Vale do Rio Paraná e

Paranapanema na altura de São Paulo.

A cidade possui uma rica biodiversidade de animais e plantas, 

sendo 363 só de espécies de pássaros. A região conta com 

grandes áreas alagadas durante todo o ano e com muitas áreas 

de matas e florestas naturais no entorno do Rio Paranapanema.

Devido às características ambientais e localização geográfica,

Piraju está na rota de aves migratórias que encontram na região

as condições ideais para viver e se reproduzir. Por isso, é um

dos melhores lugares para a observação de pássaros no interior

do Estado de São Paulo.

 

 

Na América do Sul 230 espécies fazem migrações de curtas e longas distâncias dentro de um continente de uma grande variação latitudinal de áreas temperadas e tropicais.

Entre outras espécies podemos encontrar as que migram do pantanal como, socó-boi, cabeça seca, curicaca, colhereiro, tuiuiú, as aves noturnas como os bacurais, mãe-da-lua, etc.

Com o frio rigoroso ao sul do País recebemos entre elas o azulinho, sanhaçu-papa-laranja, o irerê, pé-vermelho e no verão entre os que migram da região central estão o bem-te-vi-rajado, o sovi, caboclinho, tesourinha, joão-corta-pau etc.

Também muitas espécies que migram do Ártico, do Alasca ao leste do Canadá como o Maçarico-de-perna-amarela e o maçarico-solitário.

Essas aves após a reprodução no centro e oeste do Ártico, migram desde o final de julho a meados de setembro para suas áreas de invernada no Hemisfério Sul, situadas, principalmente, nos pampas argentinos e uruguaios. Em geral, segue uma rota sem escalas através do interior da América do Norte, províncias costeiras canadenses, cruzando o Golfo do México, até alcançar o norte da América do Sul. Voa pelo interior do continente, com áreas de invernada no sudeste da Bolívia, Paraguai, sul do Brasil e norte da Argentina. Prefere hábitats abertos com gramíneas baixas (Piersma et al. 1996).

Uma das espécies é o juruviara, pássaro que vem de Maryland, na divisa entre Canadá e Estados Unidos. Pequenino e parecido com o nosso pula-pula-assobiador, ele migra para fugir do frio que começa a chegar em setembro, no Hemisfério Norte. E vem para buscar seu alimento preferido. "Onde tem guaçatonga, o bicho aparece. Ele adora comer a fruta dessa planta". Outro hóspede ilustre que sempre visita a cidade é o tiziu. Pássaro de cor preta, ele sai da Amazônia logo que começa a cair a primeira chuva de setembro em São Paulo. "Com a primeira chuva, cresce o capim e ele tem o que comer. Já o coleirinha (ou papa-capim) é antigo freqüentador da Cidade. Vindo das margens do Rio Ucayali, nos Andes Peruanos, é lá que ele escolhe o seu refúgio natural.

(fonte: wwfbr.panda.org)